12 de Dezembro de 2006
Depois de uma noite bem dormida no Hotel Ibis (confortável, simpático e não muito caro) é altura de ganhar coragem para enfrentar o frio que faz lá fora... a coragem só veio lá por volta das 10h da manhã... que desperdício de tempo... devia era ter-me posto a pé por volta das 8h!! Não se pode voltar atrás!!
A primeira coisa a fazer depois de sair do hotel é pegar na viatura e procurar um lugar para estacionar perto do Centro Histórico (para quem gosta de caminhar não é muito longe, talvez uns dois Kms) e lá consegui um lugar perto do Posto de Turismo, que foi o primeiro sítio onde me dirigi... acabei por não utilizar o mapa dado mas que agora vai ser muito útil para me lembrar do nome das ruas...
A segunda coisa a fazer é encontrar um cafezinho simpático para tomar o pequeno-almoço. Encontrámos um excelente café cujo nome não me recordo mas que era bastante frequentado por estudantes e fazia umas torradas de pão caseiro que eram uma maravilha...
Depois do pequeno-almoço tomado é altura de começar a disfrutar da cidade! A primeira impressão é excelente e confesso que me sabe bem o ar frio das regiões altas...
Começamos o nosso deambular pela cidade pelo Largo Luis de Camões, que tem um curioso muro com portas e janelas;

Andando pela cidade vão-se encontrando bonitos edifícios, como por exemplo a Antiga Câmara Municipal, um belo edifício do século XVIII .

E lá vamos nós continuando o nosso caminho espreitando por becos e ruelas...
...até chegar a um bonito largo de seu nome Largo do Principal,
também conhecido por largo de S. Vicente devido à Igreja que lá se encontra.

O caminho até à Cidadela passa pela subida da rua Trindade Coelho, que às 11h da manhã ainda permanece envolta em misterioso nevoeiro...

...que se começa a dissipar com a chegada às muralhas do Castelo.

A entrada dentro do recinto amuralhado faz-se pela Porta da Vila, que é logo seguida, uns metros mais à frente, pela Porta de Santo António, tendo-se logo acesso à bonita cidade intramuros.


Andava eu na minha exploração da Cidadela, quando num agradável largo ajardinado sou surpreendida por este extrordinário Pelourinho, que tem na base um interessante berrão, figura zoomórfica em forma de porco.

E finalmente chego ao local que vinha à procura... a Torre de Menagem. E que bonita que ela é com a sua bela janela gótica. Bem parece um cenário de contos de encantar... não é dificil imaginar uma bela princesa lá encarcerada por um vil cavaleiro e guardada por dragões...
Mas deixo a visita para mais tarde...

Primeiro quero dar uma vista de olhos pelos monumentos situados ao seu redor como a bonita e invulgar Domus Municipalis, um edifício civil do estilo românico único em Portugal e que era constituído por uma cisterna e por um salão de reuniões;

E a bonita igreja de Santa Maria, de estilo barroco, cuja portal principal é ladeado por duas bonitas colunas torsas com motivos vegetalistas e capitéis finamente esculpidos e uma sóbria moldura de motivos geométricos a emoldurar a porta.

O seu interior também é bastante bonito com o retábulo da capela-mor e as capelas lateriais, de estilo também barroco, em talha dourada e o seu belo tecto de madeira pintada em cenogafia

Finalmente é hora de ir visitar a Torre de Menagem... para minha surpresa não reparei no passar da hora e quando vamos para entrar o simpático senhor da bilheteira aconselha-nos a voltar de tarde porque já falta pouco para fechar para a hora de almoço e a visita teria de ser muito rápida. Lá se foram os planos para de tarde... mas até iria parecer mal... ir a Bragança e não entrar no Castelo...
E lá vamos nós voltar à cidade... desta vez saímos pela Porta do Sol para dar a volta às muralhas por fora. Deste lado encontra-se uma bonita paisagem de verdejantes montes e vales.

Seguindo sempre pela caminho por detrás das muralhas , passa-se pela Igreja e Convento de S. Francisco e pela Igreja do Convento de S. Bento até se chegar de novo ao Largo do Principal...


Daí desce-se pela rua Abílio Beça atravessando pela Caso do Arco para a rua Combatentes da Grande Guerra,


até chegar à Praça da Sé, talvez a mais movimentada da cidade, um espaço amplo e agradável.

Como já era hora de almoço e a fome apertava decidimos que, desta vez, iamos fugir das tradicionais sandes e optar por um típico almoço transmontano. Perto da Praça da Sé há um restaurante chamado Solar Bragançano, e foi esse que escolhemos. O restaurante é muito elegante fazendo lembrar uma sala talvez do fim do século XIX. Como aperitivo foi-nos servido algo que eu nunca tinha visto num restaurante mas que achei excelente: pão torrado esfregado com um dente de alho e regado com azeite... uma verdadeira delícia!!! Para prato principal pedimos alheira caseira de caça e posta à Mirandesa. Uma coisa que não aprecio muito nestes restaurantes é a comida já vir servida nos pratos... não se torna nada prático provar os petiscos uns dos outros!! Ambos os pratos vinham servidos com 3 batatinhas, 2 castanhas e um molhinho de grelos. Fazendo aqui uma pequena apreciação gastronómica, sinceramente não gostei da alheira (costumo comprar umas muito mais saborosas no carrefour) mas a posta até estava gostosa. Para a sobremesa pudim-de-ovos se faz favor!! Resumindo... tendo em conta o que se almoçou achei caro!!!


Depois do almoço é altura de voltar novamente ao Castelo... e desta vez é mesmo para subir lá acima!! A Torre de Menagem foi transformada em Museu Militar, com algumas salas interessantes, é pena é não se poder espreitar por aquela janela tão bonita... O passeio pelas muralhas é muito agradável, com imensos recantos e escadinhas e uma excelente vista sobre a cidade. Gostei bastante!!!





Para terminar o dia de passeio resolvemos ir até Vinhais, onde a meio do caminho apanhei um susto enorme quando vejo uns grandes bois sem condutor a virem em direcção ao meu carro... mas parece que eles estão mais habituados à situação do que eu e passaram muito calmamente ao lado...

Quando chegamos a Vinhais já era quase noite e acabei por nem parar, foi só mesmo uma voltinha de carro...
... e de novo de volta ao hotel!! O jantar para não destoar foram umas sandes compradas numa mercearia de Bragança.
Amanhã lá seguimos viagem... para Chaves...